VEM PASSAR 07 DIAS COMIGO EM BELO HORIZONTE - MG


Qual é a melhor coisa que podemos fazer por nós mesmos ao sairmos de férias? Se você respondeu viajar, acertou na mosca! A felicidade do CLT é ter se programado para viajar e então conseguir fazer esse cronograma. E agora em outubro, mais especificamente no período de 07 à 14 de outubro, tirei meu período de férias e junto com uma amiga nós fomos curtir Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Nosso voo saia do aerorporto de Brasília no horário de 10:10, saimos uma hora mais cedo para chegarmos com tranquilidade para fazer o despache da mala. Como não tinha ideia de como estaria o clima em BH, levei uma mala de 23kg com roupa de sobra (o que se mostrou bem ruim, já que a temperatura mais baixa em BH, nesse período foi 30º).

Chegamos ao aeroporto de Confins na tranquilidade para pegarmos a mala e então seguirmos para o Bairro Serrano, em BH. O apartamento que havia alugado pelo Airbnb já estava pronto e nós poderíamos entrar na hospedagem. Foram uns 40 minutos até chegarmos ao bairro.

Chegamos e deixamos a mala, a responsável pelo aluguel do apartamento havia me mandado a localização de um restaurante ali perto para que eu e minha amiga pudéssemos almoçar, fomos comer e então voltamos para o apartamento. Iriamos tomar um banho, pois estava muito quente e então sair. Como lá perto se encontrava a lagoa da Pampulha, resolvemos começar nosso turismo por lá mesmo, e de lá procurariamos um mercado para comprar algumas coisas para fazer um jantar e o café da manhã no dia seguinte.

Já lá na pampulha descemos na praça São Francisco de Assis e conhecemos a famosa Igreja da Pampulha, o Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis. O arquiteto responsável pelo projeto foi o nosso querido de Brasília, Oscar Niemeyer, e toda a arte da igreja (tanto do lado de dentro quanto do lado de fora) é assinada por Cândido Portinari. Por uma taxa de $10 nós entramos na igreja e pudemos visitar por dentro.

Após a visitação ao santuário foi hora de procurar um mercado para fazer umas compras, pesquisei no Maps, e por ali havia um mercado que ficava há 15min. Seguimos andando até lá. E já vou deixar avisado que esteja com o corpo em forma, porque em BH você sobe e desce infinitas ladeiras. Chegamos ao mercado SuperNosso e posso dizer com total afirmativa que é um mercado bem caro, mas como a compra iria ser para duas pessoas, então a gente conseguia equilibrar.

No dia seguinte, levantamos cedo, umas 08hrs, nos arrumamos e seguimos para o Mercado Central. Iriamos tomar café lá e passear. No Mercado Central a dica que dou é vá com dinheiro, por onde você passa tem vontade de levar tudo, por lá você vai encontrar muitas lojinhas de lembrancinhas de BH, lojas de utilidades para o lar, muito boteco e restaurante, cafés mineiros, doces e queijos, temperos e etc.

Do mercado seguimos para a Praça da Liberdade, a pé dava uns 20min, o que significava que subimos mais ladeiras. Nesse dia a Boticário ainda estava patrocinando um evento para lançamento do Floratta, um cineminha gratuito ao ar livre, com direito a flores, ali na entrada da Praça da Liberdade. Tiramos muitas fotos na Praça da Liberdade e então fomos visitar o Palácio da Liberdade. Inclusive é um dos museus que está incluso no Circuíto Liberdade, um dos maiores circuitos culturais da América Latina. Dali você consegue visitar o Museu das Minas e dos Metais, o Memorial Minas Gerais Vale, Espaço do Conhecimento UFMG, Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB BH), Casa Fiat da Cultura, Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (Luiz de Bessa), entre outros. O que mais gostei foi o Palácio da Liberdade, onde tudo foi preservado conforme a sua edificação original, além disso, ao passear pelo jardim (dentro da ambientação do Palácio) nós visitamos a gruta de Nossa Senhora.

Encontramos um local para comer e então fomos visitar a Igreja Nossa Senhora da Boa Viajem, conhecida também por ser o Marco Zero da capital mineira. A imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem tem mais de 300 anos no local. E como gosto de conhecer a história da região onde estou não poderia deixar de visitar o Santuário São José e a Basílica da Nossa Senhora de Lurdes. Todas as três possuem arquitetura neogotica e datam de desde 1900. Além disso, na Basílica Nossa Senhora de Lourdes, você pode adentrar a Gruta de Lourdes (com mais de 100 anos) e a imagem da santa que veio de Paris em 1900.

No dia seguinte foi hora de passar na rodoviária de BH e comprar as passagens para Brumadinho, para fazermos o bate e volta em Inhotim. De lá fomos para o Parque das Mangabeiras, isso era umas 10hrs e continuava muito quente, subimos o morro das Mangabeiras para chegarmos até o Mirante da Mata. Uma pequena trilha que leva em média de 20 a 30 minutos de caminhada, muita subida. Chegando no Mirante foi possível enxergar BH inteira, a Serra do Curral e as área de transição entre Mata Atlãntica e o Cerrado, isso tudo visto a cerca de 1.170 metros de altura, com certeza o local mais alto de BH. De lá descemos para a Praça do Papa, localizada no bairro das Mangabeiras (inclusive é um bairro de luxo) e está a mais de 1.100 metros de altura. Dá praça ainda conseguimos enxergar a capital mineira.

De lá descemos para o Centro Histórico de BH, ainda caindo no meio da manifestação pró-Lula.


Passagens compradas para Brumadinho fomos pegar o ônibus na rodoviária, no domingo (11). Com duração de 1hr de viagem, chegamos na rodoviária de Brumadinho. Inhotim fica a 20min dali. Lanchamos em uma lanchonete ali na rodoviária e então pegamos o Uber. Chegamos no horário de abertura, 09:30.

Inhotim é considerado o maior Museu a Céu Aberto da América Latina. Em sua visitação nós transitamos entre espaços de artes contemporânea e uma natureza deslumbrante (composta pelo Cerrado e Mata Atlântica). São três eixos: amarelo, rosa e laranja (esse último sendo o maior). Não conseguimos visitar o parque todo em um único dia, costuma levar de dois a três dias, mas é uma sensação maravilhosa. O ingresso saiu à $65 para cada uma de nós. Além disso, por lá tem uma lojinha com produtos Inhotim e locais por onde você pode comer e tomar um suco. Com certeza está entre meus momentos favoritos dessa viagem. O parque fecha às 16:30, mas só voltamos às 19hrs, que era o horário que o ônibus saia de lá.

Já no dia 12 de outubro resolvemos passear pela Vila Rica, que fica no bairro da Pampulha. E fazer o círcuito de 18 KM pela Pampulha. Cada uma alugou uma bike e então fomos. No meio do passeio cai de bicicleta e ralei meus dois joelhos, foi doido voltar até o local que alugamos a bike, mas enfim conseguimos.


No último dia voltamos ao Mercado Central para comprarmos algumas coisas para trazer de lembrança da viagem e doces (capital mineira e não voltar com um doce de leite caseiro e uma goiabada caseira é um crime). Nesse dia comemos um pão com linguiça (famoso em BH) e uma porção de jiló com fígado bovino, acompanhando uma cervejinha gelada.

No dia 15 retornamos para Brasília, com saudade de transitar pelas ruas de BH. Ruas essas que misturam história com modernidade, Mata Atlântica com Cerrado, morros onde subimos e descemos, e claro muita comida sempre acompanhada de um cerveja bem gelada (e algo que pude notar é que em toda esquina de BH tem um boteco).

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