NASTY GAL: A ASCENÇÃO E FALÊNCIA DE SOPHIA AMORUSO


A história da Nasty Gal começa em 2006, uma vitrine online no EBay, onde sua fundadora, Sophia Amoruso, vendia roupas vintages a preços lucrativos.

Nessa época Amoruso tinha apenas 22 anos quando sua marca começou a decolar no mercado fashion e a se consolidar como um negócio de sucesso, tornando sua fundadora uma das únicas mulheres dos Estados Unidos que construíram sua fortuna a partir do zero (sem dívidas e empréstimos).

Em menos de uma década a varejista de moda online faturava R$ 300 milhões anualmente. Amoruso tinha um património líquido estimado em R$ 280 milhões, o suficiente para garantir a ela um lugar na lista da Forbes das mulheres mais ricas que construíram suas próprias foturnas, sendo uma das integrantes mais jovens.

A Nasty Gal deu tão certo que com tempo e investimento a marca construiu duas lojas físicas em Los Angeles e empregou mais de 300 pessoas. Também, após a ascensão, ela chegou a receber 60 milhões em investimentos de pessoas que acreditavam no potencial do estabelecimento.

Não apenas as lojas, mas a CEO fez tanto sucesso que a Netflix criou um projeto em parceria com Sophia Amoruso para a série Girlboss, que contaria a história da sua vida, baseada no livro que publicou em maio de 2014, o #GIRLBOSS.

Mais de meio milhão de novos negócios começam todos os meses só nos Estados Unidos, mas 80% deles fechará em até um ano e meio.”, trecho do livro #GIRLBOSS.

OS MOTIVOS QUE LEVARAM A NASTY GAL A FALÊNCIA

Infelizmente, próximo da estréia de #GIRLBOSS, surge um problema: a Nasty Girl declara falência. No dia 28 de fevereiro de 2017 foi vendida por R$ 20 milhões para a empresa britânica de multimarcas Boohoo.com e assinou um acordo após a falência.

Mas quais foram os motivos que levaram a empresa a falência?

Estratégia de marketing ineficiente. A empresa investiu mal em seu marketing, se no início de tudo Sophia fazia um marketing gratuito que fidelizava o cliente, agora a empresa não tinha estratégia e investia em campanhas publicitárias que traziam um cliente apenas para compra e não fidelizava posteriormente. Para que tais campanhas fossem minimamente lucrativas, os consumidores adquiridos por vias desses anúncios deveriam se tornar clientes leais, frequentes compradores da página.

Falta de clareza em qual cenário atuar. Nos primeiros anos da empresa, a Nasty Gal tinha um foco em roupas vintages. A empresa foi crescendo e seu estilo de peças não acompanhou as evoluções da empresa, tornando-se apenas uma marca representativa da clássica garota californiana cool. A falta de de uma pequisa bem elaborada de marcas e de um estudo de hábitos, gostos e estilos desses novos consumidores não conquistou clientes e não era tão atrativo a outros estados.

O produto deve entregar aquilo que promete. Quando Sophia Amoruso montou sua loja no Ebay quem garimpava, higienizava, fazia toda a curadoria das peças era a própria fundadora. Agora com a empresa em constante crescimento ela não fazia mais a curadoria de seus produtos anunciados. Os clientes passaram a receber produtos com qualidades inferiores ao esperado, diferente do que se via na vitrine online e diversas devoluções foram feitas a marca.

A identidade da marca estava atrelada a CEO. Toda marca deve ter uma identidade de marca que não está atretalado ao seu fundador. Muito do que se falava da Nasty Gal era, na verdade, personalidade de sua criadora por trás.

Um ano antes, em 2026, do decreto de falência, Sophia Amoruso deixa seu posto como CEO da Nasty Gal, desencorajando investidores e fornecedores a confiarem na marca. A saída da sua criadora foi um dos fatos que levaram o império da Nasty Gal ruir aos poucos.

A LIÇÃO QUE FICA…

Foi o contato mais íntimo com as clientes e a seleção das peças que fez seu negócio alavancar.

Sophia pecou em não pensar estratégicamente a longo prazo na gestão da Nasty Gal, realizando investimentos arriscados que não trariam grandes vantagens para a loja.

O bom empresário busca manter as propostas de valores estabelecidas para garantir uma clientela fiel e engajada.

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