
Há quanto tempo que não vou em uma exposição em Brasília! Confesso que já estava sentindo saudades de caminhar em meio as obras de arte e parar apenas para ficar olhando e admirando o que o artista pretendia com seu quadro ou escultura. E agora foi a vez de encarar as obras de Tarsila do Amaral e viver um experiência imersiva em seus quadros mais famosos: Abaporu, A Cuca e Antropofagia.
No domingo (08), junto com uma amiga, fui prestigiar a exposição “Transbordar o mundo: Os olhares de Tarsila do Amaral”. Apesar de morar em Brasília desde muito pequena, não conhecia o Centro Cutural TCU (CCTCU) - a oportunidade perfeita para fazer um pequeno turismo.
Brasília acordou com aquele clima bipolar de sempre, pela manhã (pois combinamos de nos encontrar às 11hrs lá na Rodoviária Central de Brasília) estava aquele temporal que não dava para entender. Ao chegarmos optamos por solicitar um Uber, e de lá seguimos para o CCTCU, foram 11min de carro.
Ao chegar ao local observamos que estava para acontecer mais um outro evento relacionado a exposição da Tarsila e que teria relação com o Dia das Mulheres. Descemos uma rampa na área externa do CCTCU e chegamos a entrada da exposição. Pensei que haveria uma fila para entrar, já que não havia a possibilidade de pegar ingressos antecipados. Porém, não sei se por conta do mal tempo, não havia fila e estava com um público bem pequeno dentro da sala onde os quadros estavam expostos.
Na entrada, a recepcionista nos passou algumas instruções e logo entramos na sala para poder prestigiar os quadros da artista. Ao entrar na sala de exposição lembrei do meu tempo de escola, dado que fiz um trabalho que replicava, de maneira teatral, o que teria sido a Semana de Arte Moderna de 1922, mesmo que Tarsila não tenha participado (pois não estava no Brasil na época).
As paredes possuem pequenos textos explicativos que dão ao visitante a oportunidade de entender como a pintura de Tarsila se moudou com o passar da época e de seus estudos em artes. Na primeira parede estamos de cara com os primeiros nus artisticos que Tarsila pintou e como sua técnica evoluiu, inclusive seu Autorretrato estava em sequência exposto.
Nas outras paredes temos a visão de diversos quadros, retratos de autores brasileiros (pintados pela própria Tarsila), uma pequena exposição que continha algumas cartilhas que estiveram presentes na Semana de Arte Moderna de 1922 e O Manifesto Antropofágico. Havia uma parede para o quadro mais famoso de Tarsila, “Operários” pintado em 1933. Em outra parede podiamos ver os quadros “São Paulo” (1924), “Estrada de Ferro” (1924), “Segunda Classe”, “Religião Brasileira” (1927).
Seguindo o curso da exposição entramos na sala imersiva. Um ambiente escuro e com alguns bancos para sentar e assistir ao quadro em movimento. Nesta sala a exposição “A Cuca” ganhava vida e o sapinho ia nos levando para o “Abaporu” e finalizando com “Antropofagia”. Ali os quadros se conectavam e passavam nas paredes como se fosse um filme com inicio, meio e fim.
A última sala era uma parede de espelho e no restante da sala havia um quadro seu, “Paisagem com touro” (1925), que passava a impressão de uma imagem 3D.
A visitação durou em torno de 30 a 40min. Um espaço pequeno, mas suas obras estavam muito bem dispostas no ambiente deixando o visitante encantado e imersivo em arte.
A exposição “Transbordar o Mundo: os olhares de Tarsila do Amaral” estará em cartaz no CCTCU em Brasília, até o dia 10 de maio de 2026. São mais de 60 obras e uma sala imersiva, acontecendo diariamente das 09hrs às 18hrs. E o melhor de tudo: é gratuita.
Qual foi a última exposição em que foi? Já conhecia as obras da Tarsila do Amaral?
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